Cantigas

terça-feira, 16 de julho de 2013

Santa Minha.

 
Santa Bárbara
               Roque Ferreira

Minha Santa Bárbara
Senhora de mim
Luz que alumia
Esse povo bom da Bahia
Nos livre das tempestades
Desse mundo
Dos raios dessa vida nos proteja
Dona das rosas vermelhas
Soberana divina
Que assim seja
Quatro de dezembro
Tudo é festa
Tudo é paz
O amor se refaz
Em sua glória
E a seus pés
Peço misericórdia
E graça
Agora e sempre
Para seus fiéis

Santa Bárbara que paira sobre as sombras
E serena resplandece em cada um que faz o bem
Aceita a minha prece, Amém

domingo, 14 de julho de 2013



Carlos Barros canta na Noite para Clementina, nesta sexta-feira, 19 de julho de 2013, a partir de 20 horas, no Cine-Teatro Solar (Salvador, Bahia, Brasil), ao lado de vários amigos e artistas!
A cantora Juliana Ribeiro e o produtor e cantor Chicco Assis mais uma vez são capitães desta Nau que reverencia a Grande Quelé!
Todos cantando ao som do referencial Grupo Botequim!Vamos lá?
Ingressos no local!
Valor: R$20,00

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Grutas


Voltamos ontem de Ilhéus, onde fomos co-celebrar o Casamento de Lorena Patrocínio e Gabriel Barros.
Além da felicidade de estar num momento tão forte da vida de duas pessoas que gostamos e admiramos, tivemos - Vércia Gonçalvez e eu - a honra de cantar nos momentos intensos da Cerimônia, o que aumentou a emoção e felicidade.

Estando com amigos, amores, músicos com quem trabalhamos e - sobretudo - cantando, fica a sensação luminosa de que estou para isso mesmo. Quando Vércia começou a cantar e sua voz ecoou nas paredes de inspiração gótica da Igreja da Piedade, na belíssima Ilhéus de Jorges, minha alma e mente entraram num transe meio místico, meio esotérico, que me fizeram cantar com uma Voz que, certamente, já não era mais minha, soava de mim, através de.

Igrejas, sempre me causam isso. Sou um católico pro fora e cristão por dentro, com a Graça de Oxalufan a me guiar! O meu embevecimnento com o som daquela voz e com o som da voz que não era mais minha e que saía de minha garganta, se juntou à felicidade de ver Gabriel e Lorena juntos e aprofundando a "juntura" pela via do amor, confiança e certeza. À cena se uniram o violão emocionado e zen de Zé Livera e as presenças do Amor em Andréa Del Rey e Raimundo Simoes.
Realmente, o Sagrado estava a nos abençoar.

O Pároco - meio destoante no excesso de sisudez e certa arrogância Romana - nem foi capaz de descolorir o momento, embotar as Luzes de Maria que pairavam por sobre nossas cabeças.
Eu A Senti.

O Noivo, num ato de generosidade e entrega, cantou para a Noiva. Djavan e sua Pétala abençoaram a União, matizando o próprio Cânone Clerical, levando o Profano ao lugar de Sacro.
O Amor imperou, sim.
Cantamos, rimos, abraçamos, beijamos, comemoramos, ao som de Deus em todos nós que ali estávamos: as Mães, Pais, Avós, Tios, Tias, Amigas, Damas, Cavalheiros...

Hoje é isso: cheiro da brisa de Olivença, lembranças das companhias de Galdino Daniela, Altina Balsante e Gibran Sousa, também envolvidos nos véus de nuvens brilhantes que - no retorno dos Corcovados universais - desciam dos céus.
E hoje, também, já de volta á Salvador onde nasci, percebo que a música que nos toca é para isso mesmo: Ser Sacra. Não somos Donos do Mundo, mas Filhos Dele...
E nossa Voz emana daí e para lá retorna, sempre.
Quem tiver ouvidos, ouça!
Vércia Gonçalvez: você me liberta!
Eu posso ouvir nossos cantos lá no fundo da gruta.
Lembra não?
Aquela lá de onde nossas almas provém. Lá onde a morada é para as crianças e os espíritos.
Vez em quando a gente se encontra com o portal deste nosso lugar...
Em Ilhéus, nestes dias, estivemos bem perto do útero.
Obrigado Lorena e Gabriel.
Deus Seja para vocês.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Leia na minha camisa"

Que as sextas-feiras sejam TODAS de LUZ!
Confesso-me verdadeiramente assustado com o fato de que nesta "era" que vivemos, pessoas são impedidas de usarem camisas com palavras de ordem políticas...
O verso "leia na minha camisa", da canção Baby (Caetano Veloso) está em obsolescência neste Brasil contemporâneo?
A FIFA é um estado soberano ao Estado brasileiro?
Questões...
E eu posso perguntar?
Fato: indignação e dúvidas...
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Moçadas

Estar presente à manifestação que ocorreu na cidade em que vivo, no 20 de junho, foi importante.
Perceber razões e "des-razões" para tudo que está ocorrendo a partir da minha particular ótica.
Aulas civis... SEMPRE!

 Pessoas em manifestação política, na frente do 
      Teatro Castro Alves (Salvador),  20 de junho de 2013 
Foto: Carlos Barros 

As razões - legítimas - de senhores, jovens, senhoras, adolescentes, estudantes, negros, brancos, mestiços (que nem eu), pessoas da classe média, pessoas da periferia, gente que milita, gente que nunca militou, enfim; brasileiros que querem dizer algo, numa onda maior que as consciências individuais iluministas e cartesianas. Gente que estava na rua.
A polícia (também  formada por gente que compulsoriamente segue "ordens" e por gente que quer seguir "ordens") agiu de forma precipitada e impulsionando o clima de tensão.
As pessoas aqui sentadas, em frente ao Teatro Castro Alves, também estavam com os olhos lacrimejando por conta do ar infectado pelos gases de pimenta. Não sou a favor de violência alguma e já manifestei isso publicamente. Tomemos cuidado com as reações possíveis de setores não moderados de manifestantes, para quem a guerra já é declarada... E quem está começando-a
é a representação oficial.
A Bahia precisa deixar de se por no mundo como refém de um passado colonial que não combina com este povo contemporâneo que quer ir à frente no tempo e no espaço. Não repitamos Alfaiates...
Sou um equilibrado/equilibrista e estava na rua junto, justamente para ter certezas ou inferir questões. Tive certezas... não muito boas, mas claras o suficiente para saber que vivemos um status desagradável, comparável aos tempos de chumbo do Brasil. Comparável, por ora... espero quer não seja análogo, nem igual...
Parafraseando Gil: "sente-se a moçada descontente onde quer que se vá..."
Fazemos parte da moçada.
E eu canto com a moçada!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifesto





Sei que as manifestações políticas são necessárias e também tenho muitas (e muitas mesmo) ressalvas a qualquer tipo de truculência e agressão, sobretudo quando ultrapassam e atingem o físico e o material. O Estado Brasileiro precisa perceber que não somos idiotas inertes (embora, no momento do voto continuemos, de fato, iludindo-nos com falsas promessas) e que não dá para suportar tantos desmandos políticos. 

Vimos de um momento particularmente delicado, pois a histórica "esquerda" brasileira assumiu o poder e passou a governar a partir de métodos muito parecidos com os d'antes acusados de "forma da direita de governar" e outras expressões mais embasadas em teorias alemãs várias... Eu venho de origem pobre. Sou um homem financeiramente pobre e a realidade da minha vida nem de longe poderia me fazer achar que o país vai bem. Sei também que não vai melhor (a Turquia, o Egito, o Oriente Médio inteiro, aliás são prova disso) com bombas (nem de gás lacrimogêneo nem coquetéis molotovs) explodindo e balas de borracha sangrando as pessoas. 

Tenho buscado entrar em outra possibilidade de mudança, em que o contato diário e cotidiano possa me fazer ser político no sentido mais amplo e complexo do termo. Tenho um histórico (desde a Escola, inclusive) de muitas lutas diárias para chegar em objetivos alcançados e outros ainda a alcançar, enquanto vida aqui tiver. 

Tenho também um histórico de ter sido chamado e tratado por muitos ao longo do tempo como um "alienado político" e/ou alguém que não tem "senso de coletividade", o que já me afetou e agrediu algumas vezes. Hoje, não me afeta mais... e esta é a evolução política interna de que precisei na vida e que me faz ponderar inclusive a minha opinião objetiva sobre as manifestações que vêm ocorrendo neste inverno brasileiro de 2013.

As Redes de TV têm interesses muito grandes na "paz sem voz" do país e muitos "manifestantes" também são despossuídos (estou querendo crer nisso) de sensos vários da temperança necessária para enfrentar os desafios políticos. Não sou especialista em passeatas e manifestações, mas bem observo o quanto aquilo que - grosso modo - pode ser chamado de "massa" funciona para interesses diversos; dos mais límpidos, aos mais turvos... O que sei é que me interessa positivamente ver as vias públicas recheadas de gente como eu - sujeitos, cidadãos, pessoas, seja lá que termo melhor designe - clamando por respeito, que está em falta. Também não me sinto à vontade para sair às ruas e estar disponível a qualquer atitude que considero violenta, mesmo que o objetivo seja nobre. Não sou adepto da máxima de que "os fins justificam os meios". 

Fui um adolescente e jovem extremamente irascível. Isso me compôs durante grande parte da vida. Sou um homem beirando a meia idade com menor grau de raiva contida e, ainda assim, alguém nitidamente comprometido com as evoluções humanas, sobretudo aquelas que ocorrem fora das passeatas e sem o selo garantido do poder constituído, que tanto interessa a todos os movimentos políticos ao longo da história. 

As lutas que encampo vêm por outros caminhos e isso, sem ser violento, mas contundente, tenho que exigir que se respeite. Ir à rua é uma estratégia atemporal e ao mesmo tempo inscrita na história da humanidade neste pedaço Ocidente/Oriente ocidentalizado do mundo. Isso me comove. 

Sangue no chão, lágrimas de horror, balas de borracha, metal e afins e bombas de qualquer natureza ainda me causam estremecimentos de alma e corpo pelos horrores dos quais não gosto e nos quais não acredito como válidos para o caminhar humano. Entendo sua existência, mas opto por não aderir a estes entes. 

Sou um homem de espadas, espelhos, arcos, flechas e armas de todo tipo - no plano mais etéreo da espiritualidade. O simples som disso tudo na materialidade da vida comum me assusta e nada é capaz de me fazer envergonhar em assumir. Aqui, aparece a criança que ainda guardo em mim e que sempre teve arrepios ruins ao ouvir qualquer som mais alto proferido da boca de um adulto. E, sinceramente, quero que esta criança nunca deixe de habitar e atuar dentro. 

Quanto ao mundo,
que os dados rolem e os deuses abençoem.

domingo, 16 de junho de 2013

Capa de revista


Por vezes a imprensa me faz pensar...
Por vezes...
Vandalismo, violência, verdade, veleidades...
Tudo junto e misturado, como é e tem sido.

Eric Hobsbawn escreveu derradeiramente o livro Tempos Fraturados sobre o século XX.
Eu não escrevi livros... e sobre a imprensa, palavras menos rebuscadas são suficientes.

O jornalismo é uma das atividades mais necessárias no mundo contemporâneo. Desde Gutemberg, passando pela teoria basilar de Mc Luhan, os jornalistas são aqueles que - apoiados na realidade dita empírica - registram em cronismos bem menos literários os fatos relevantes" para a vida social.

A vida em coletividade atualmente é pautada (termo caríssimo ao jornalismo, diga-se de passagem) pela existência de campos de atuação. Seja em Bourdieu, Elias ou os adeptos sociológicos de todo tempo, a atividade de registro do real se coloca hoje a partir da observação atenta ao que ocorre em campos diversos. 
FHC no campo da política, a Mulher Melancia, no campo das celebridades, Dráuzio Varela no campo da medicina e assim por diante...
O jornalismo capta os agentes e as ações nos campos e, assim, pode realizar o seu trabalho.
O jornalista é um ser antenado, que capta aspectos diversos da realidade, capta o mundo através de óticas privilegiadas pelas determinações de poder inerentes também aos campos.
O jornalismo ratifica e faz afirmar os campos...
                                            ...
Sou um artista (pouco mais de quinze anos cantando, dirigindo e produzindo meus espetáculos e discos a partir da cidade da Ba(h)ia).
Sou um intelectual (pouco mais de quinze anos em aulas, palestras e afins).
Vivo em Salvador, nasci em Salvador e atuo em Salvador.
Currículos à parte, em 2009 lancei meu primeiro CD, ouvido no Brasil e em algumas partes do mundo através das mídias internéticas e/ou através das viagens realizadas e encontros com plateias diversas.
Realizei e continuo realizando espetáculos na cidade e fora dela ao longo destes mais de quinze anos.
Estou em processo de gravação de meu segundo disco.
Cantar é o meu ofício maior. Junto ao canto, educo e isto me alimenta.
                                                 ...
Moro em Salvador.
Sensação de constante canção do exílio.
Minha alma canta... 
Vejo o Rio(s) de Janeiro e o sonho idílico cada vez mais permitido pela "exi(a)lação" da alma na arte nesta urbe encapada...
Um vândalo a reclamar "apenas por vinte centavos"
Viva Caramuru e a eterna Paraguaçu...
                                                          ...

O jornalismo ratifica e faz afirmar os campos...
Je ne suis pas en Salvador...
E eu canto (sempre) pra subir!

  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Antes da próxima estação... a "bolacha" está chegando...


Mixar um disco é uma obra de grande alegria. 
É depurar o que já foi misturado e condensado nos aparelhos eletro-eletrônicos, a buscar o melhor resultado. 
É re-ver a emoção que foi instaurada no momento em que se gravaram Guitarras, Baterias, Baixos, Percussões e Voz.
Ah! Como a Voz se coloca na gravação! Parece dançar sem ligar para o desejo de quem a pronuncia.
Ela se descola, desloca em um movimento de independência total. É da garganta e não mais a pertence...
A Guitarra chora, a Bateria clama e o Baixo ronda som seu som de respiração no baixo peito.
E a Voz, ela passeia por sobre...
Obrigado aos meus companheiros do grupo A TRILHA (Gabriel Barros, Sebastian Notini e Zé Livera).
Obrigado à mão/mente/coração sinestésicos de Sebastian Notini, pela produção e direção artística deste meu rebento de hoje.
Obrigado a Gabriel Barros e Zé Livera pela dedicação carinhosa com o Projeto.
Obrigado a Maria Prado de Oliveira, presente desde o início no Show e na condução de meus aprendizados de palco.
Feliz com a mixagem do meu segundo mimo.
Antes da próxima estação... chegando!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Deus nos guarde dos ecos "celestiais"




Sobre uma teocracia em andamento no Brasil...

Como a discussão a respeito da União Civil homoafetiva prossegue com argumentações de ordem teocrática... 
Recentemente fui questionado a respeito de não ser "imparcial" no debate, o que me fez pensar sobre o assunto com mais afinco...
É notório que imparcialidade nesta dimensão existencial em que vivemos é pretensão dos que fingem não se posicionar. Clamemos por menos e desnecessários atos hipócritas.  

Desde a abolição do Positivismo enquanto referencial teórico (posto não atender às demandas da vida contemporânea), a imparcialidade não é reclamada para o exercício sociológico.

Não é demais lembrar aos navegantes que Max Weber propõe exatamente a Neutralidade Axiológica como uma ferramenta em que os valores do pesquisador constituem claramente o próprio objeto de pesquisa. Ele nos libertou da premissa durkheimiana do "afastamento das pré-noções". É só buscar as referências que trago aqui... 

Quanto à interpretação que faço (e se pode fazer) à luz do Nazi-Fascismo, vem de pesquisas lidas a respeito do tema na minha formação acadêmica em História e Ciências Sociais, além da minha experiência e interesse pessoal no assunto. 

As semelhanças com a mentalidade nazi-fascista são mais que observáveis; são, aliás, de uma obviedade constrangedora. 
Quanto à Bíblia (esteio reclamado para argumentações das mais diversas), exatamente por ser UM entre os relatos sagrados  , faz com que a defesa arvorada em nome dela se pareça justamente com os argumentos nazi-fascistas: seria a criação de Um Estado excludente de um grupo social a quem se creditam características repugnantes: como se fez sobretudo na Alemanha Nazista. 
Fiquemos todos mais atentos;
navegantes, náufragos e desorientados...

sábado, 6 de abril de 2013

Belas como elas



Daniela Mercury publicou o seu amor por outra mulher.

A ação bem que poderia ser simplesmente encarada como mais um “burburinho de celebridade”. Mas não é.
O contexto é de guerra. As opiniões são muitas e a vida pessoal continua sendo a vida pessoal, mesmo de uma artista e figura pública como é Daniela Mercury. Ao “assumir” – termo detestável posto que parece vindo de um tribunal de júri medieval – sua relação com outra mulher, a cantora não somente incorpora uma voz poderosa à questão, mas ainda de uma maneira pouco usual no Brasil. Nunca defendi o outing como única estratégia de luta política em torno desta questão – relevante e central para mim -, mas admito que dizer de sua experiência pessoal na homoafetividade é uma forma privilegiada de naturalizar socialmente a afetividade entre os seres humanos.

O que Daniela fez (e outras pessoas fazem na vida cotidiana, cada vez mais) foi afirmar o amor entre pessoas do mesmo sexo num país em que os representantes da população vêm querendo negar. Somos de uma nação em que o Judiciário precisou tomar a frente na discussão e decisão sobre as uniões estáveis e casamento civil entre este grupo de cidadãos, justamente por que o Legislativo – a quem caberia primordialmente esta tarefa – se eximiu por anos e anos e anos...

Vivemos num país em que as comissões que deveriam lutar pelos direitos das chamadas “minorias sociais” são presididas, alinhavadas e comandadas a partir de acordos políticos no mínimo duvidáveis. Não, não vou evocar o nome da figura central aqui... pode dar má sorte...
Não me esqueço que sou espiritualista, feito no Santo e batizado na Igreja Católica e palavras têm força! Xô!

Vivemos num mundo em que a normalidade é padrão requisitado com afinco. E a normalidade não insere diferenças; as marca como diferenças. O preto, a lésbica, a bicha, o nordestino, etc. Todos são marcadores de diferença, por que a normalidade já tem sua cara... e não é a destes agrupamentos. O Brasil continua sendo o país destas disparidades históricas: avanços e avanços em concomitância com atrasos e atrasos... como a França, a Inglaterra, os Estados Unidos...

Na questão da sexualidade, o mundo ainda tem dificuldade em lidar com a existência do amor, afeto, desejo, tesão, sexo entre pessoas da mesma genitália. Não sabemos ainda direito o que é gênero, e isso e inclui muitas vezes certa misoginia por parte do público gay masculino, a ojeriza manifestada por algumas mulheres lésbicas à presença do homem e daí, a categorização da homossexualidade em gavetas muito estanques, alimentada pelo preconceito de não gays e por estas atitudes identitárias que, equivocadamente, seriam compósitos de pertencimento. Ainda existem afirmações assim: “viado é concorrente de mulher”, ou “odeio homem”, por parte do coletivo homossexual, que são equivalentes semânticos de “bicha descarada... devia procurar uma  mulher...” ou “toda sapata ainda não foi bem comida por um homem retado”, do discurso corrente e comum entre setores ditos heterossexuais brasileiros. 

O problema do casamento gay e da convivência com pessoas manifestando seu afeto é exatamente a quebra destes paradigmas que estruturam o lugar de significado da homossexualidade nas mentes humanas. O arquétipo da família possível ainda não inclui este grupo. Mesmo que a família enquanto instituição possa ser questionada, o que está em jogo é o direito de poder escolher este ou outro modelo de co-relação existentes no planeta. E isso incomoda muita gente. Isso toca nas gavetas existenciais de muita gente. Isso é ação coletiva.

Daniela Mercury publicou sua relação com outra mulher. Tenho lido muitas pessoas afirmando que é uma atitude em busca de holofotes, que não se sentem legitimados pela artista e outras coisas que considero muito curiosas, somente para não dizer suspeitas...

Daniela Mercury é uma artista e ocupa uma posição de celebridade midiática. Sua publicação atinge o mundo neste nível de abrangência. Ela expôs sua vida pessoal numa realidade em que ainda há muitas pessoas que não suportam a simples carícia entre duas  mulheres ou dois homens. Deste modo, os mecanismos midiáticos são uma parte da questão, a relevância do que Daniela fez é outra. São aspectos complementares e contraditórios muitas vezes, como o são muitas outras coisas... Alguns militantes sociais de áreas diversas estão colocando tudo sob o manto da publicidade vazia... Pois sim! Me veio à cabeça esta questão: quando um(A) NEGRO (A) famoso aparece na capa da Revista Raça, não foi ele o único responsável por toda a luta negra, não é? No entanto vejo, ouço, sinto na pele e na alma como isso é celebrado pela comunidade negra, sobretudo baiana... Fico me perguntando os pesos e medidas das questões e a pertinência ou não dos argumentos. 

Há- e é claro - utilizações mil da afirmação de sexualidade atualmente e Daniela Mercury não estaria fora disso (ao contrário). Mas fica parecendo que é a única que pode ter utilizações várias dos seus atos políticos. TODOS nós podemos. TODOS nós assumimos arquétipos identitários que se potencializam nos contextos mais ou menos favoráveis. O que é celebrável, mesmo, é que esta atitude potencializou uma luta coletiva e, seja através da cultura da mídia (vazia, afeita a arroubos e explosões que geram audiência, etc) ou através da passeata pelas ruas das cidades, do mesmo modo que se precisa pensar melhor antes de agredir um negro, penso que estamos começando a chegar num momento em que “viado” e “sapata” deixarão de ser termos constantes em rodas de piada, inclusive entre pessoas das ditas "minorias sociais". 

Fico pensando também em por que tanta demonização de uma figura pública em nome de bastidores ditos “sabidos por todos” que assim se colocam em posições tão inatingíveis moralmente quanto irreais. Me vem uma imagem de um mundo repleto de Nossas Senhoras e São Franciscos de Assis, todos incólumes e acima do bem e do mal... Hipocrisia? Maldade desvelada? Prefiro não comentar, como diria a personagem televisiva...

A questão é a seguinte: queiram os detratores de plantão ou não, neste momento, a ação foi de Daniela Mercury e de sua companheira atual. E isso é.

Vivamos!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Fazendo o Canto andar (ou Os meus amores II)





Esta interpretação não me sai da cabeça.

Nenhum "autotune" pode chegar a esta beleza...


Como a limpidez da voz pode dar lugar a timbragens típicas de uma nova musculatura e chegar num resultado destes?
Somente numa Artista como esta, mesmo...

Acostumada à nuances de suavidade e naturalidade vocais incríveis, aqui, ela encarna a tensão perfeita em uma interpretação comovente de tão verdadeira.

Meu Deus!
Salve Gal Costa!

A canção é Autotune Autoerótico (Caetano Veloso) e integra o Disco/Show/DVD Recanto, da cantora e produzido por Caetano.

Dedico a Vércia Gonçalvez e Cláudia Cunha.




segunda-feira, 25 de março de 2013

Os meus amores






Meus amores
               Carlos Barros

Meus amores são velhos 
Rodas meio puídas pelo atrito com a história, com a vida, com o mundo.
Rodas da experiência, da vivência absoluta.
Rodas lançadas em estradas mil.
Suas alegrias são azuis e suas dores profundas e violetas– e o palco é testemunha.
Meus amores são passado e presente em vida firme.
Eu os tenho em mim: garganta, rouquidão, mãos enervadas e encharcadas de tanta profissão: 
condensação de tudo.
Eu os amo por serem e eu – menino – os terem perto.
Meus amores não me traem, não me sugam, não me dominam.
Por eles nutro essência de ânima.
Eles são o elo com Deus, com o céu e o mundo das musas eternas.
E isso “basta pra fazer o canto andar!”




sexta-feira, 22 de março de 2013

Carlos Barros no Show AEDO



Recital de voz e violão do cantor Carlos Barros, acompanhado 
pelo músico Kinho Gonçalves.
Foto: Daniela Ribeiro

Enquanto o novo disco está em processo de finalização, Carlos Barros reúne um repertório de referências suas para encontrar as pessoas e trocar energia através da arte! O “Show AEDO” é isto: o ofício de cantar ao som do instrumento mais popular na história da música no Brasil: 
o violão.
Ao lado de Kinho Gonçalves, o cantor remonta a figura do aedo grego que saía pelas ruas de Atenas cantando/versando as venturas culturais de seu tempo! 
O show traz composições clássicas da música brasileira e referências estéticas de sua arte, ao lado de canções gravadas por Carlos Barros . No roteiro, peças como Origens (Tom Jobim), De volta pro aconchego (Dominguinhos / Nando Cordel), Diamante Verdadeiro (Caetano Veloso), além das   mais novas Brilho de Orfeu (Nahuel Caram) e Minha Mulher (Carlos Barros), gravadas no primeiro CD do cantor, lançado em 2009. Carlos Barros interpreta, também, uma canção do violonista Kinho Gonçalves - Depois do carnaval -  registrada no recente EP da cantora 
Vércia Gonçalvez. 
Como prévia do próximo trabalho, Carlos apresenta ao público uma das músicas que estão no seu segundo álbum - o blues Pulsações, de Stella Maris.
 O espetáculo acontece no período em que o artista finaliza seu novo disco, recentemente gravado e produzido pelo músico Sebastian Notini e é uma oportunidade para se perceber facetas diversas de sua personalidade artística. Vamos ouvir e ver?


Quando: 06 de abril, 20 horas.
Onde: Bêco da Rosália (em novo endereço): Rua LeovigildoFilgueiras, nº 530, Galeria Franco, Garcia. 
Salvador, Bahia, Brasil
Contato: 3328 2417



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Por que Oxalá é Crístico.


Na minha experiência espiritual, Oxalá e Jesus Cristo andam de mãos e espíritos absolutamente irmanados. Eu sou um iniciado no Candomblé (leia-se raspado para Odé-Oxóssi). Sou, também, (aliás, até antes, no Tempo) batizado e passado pela Primeira Eucaristia Católica. Graças a Deus / Olorum / Javé, sou um ser humano que vive a fé como uma sensação de pertencimento a Deus. 

Na minha sensibilidade, este Ser possui diversos avatares (caminhos, personificações, imanências para nós simples humanos e co-criadores). Oxalufã é um deles. Jesus Cristo é outro deles. E para mim (e isso não é equívoco, mas princípio de crença), estes dois Seres de Luz extrema e necessária são diferentes, e ao mesmo tempo fazem parte de um mesmo mistério espiritual, ligado ao purificar, ao branco da re-união criativa e da finalização do viver neste mundo. Tanto um quanto o outro são invocados constantemente em associação nas cabeças e corações de muita gente, o que - simplesmente por isso - seria suficiente para que suas energias se tangeciassem, como se tangeciam aqui no Brasil e na Bahia, mais particularmente. 

Minha eterna saudação dupla não é um equívoco - torno a dizer! Eu sei do que estou falando. Se há um desejo político (cuja legitimidade é real e compreensível) em separar de forma aristotélica e cartesiana estes Entes unidos pela fé há tempos, isto não me interessa enquanto crente. Santa Bárbara não é Iansã. São Lázaro não é Omolu. Todos estes Entes são avatares de energias cósmicas muito mais profundas e que se imantam na Terra com nomes e formas diferentes. Eu não sei disso. Isto é! Basta sentir. Além disso, a Igreja do Bonfim guarda diversos elementos históricos que vinculam - no plano menos metafísico e transcendente - Nosso Senhor do Bonfim e Oxalufã. O monte em que a Igreja foi construída, segundo diversos autores da História e Antropologia da religião Afro-brasileira foi associado ao Monte Okê - africano-, que por sua vez está associado ao orixá Okô (da fertilidade agrícola) que por sua vez, cedeu elementos a uma associação da Colina Sagrada a um lugar sacro também para os então escravos iorubanos que cá chegavam no século XIX, aprofundando a fé no Cristo em relação com o Deus Fun Fun do Candomblé (então em formação). 

O fato de ser a Segunda Pessoa da Trindade e de ter vindo à Terra como representante do Criador também ajuda na associação ao Ebora Pai dos Orixás. Orixalá, Orixá Nlá, Obatalá, Obatarixá (os diversos nomes e personificações em terras africanas, aqui fundidas como OXALÁ) podem, sem problemas, serem remetidos a fundamentos elementares da natureza de Cristo, sobretudo quando divinizado e elevado à categoria de ressuscitado. O Cristo que ascende aos céus também tem as vestes brancas e a missão de trazer a paz ao mundo, tal como é cultuado (na oferenda do milho branco, no Alá que recobre sua proximidade e na sua paciência para criar o mundo constantemente) Oxalufã na vida cotidiana dos adeptos e achegados das religiões africanas. 

Deste modo, viva Nosso Senhor do Bonfim e viva Oxalufã a cada quinta-feira dos janeiros em que as pessoas de fé (e outras nem tanto) acorrem para a Colina, de branco saudando a energia destes Seres (irmanados, associados e aproximados pelo clamor humano de paz e misericórdia) dos quais tanto precisamos para aprendizados múltiplos. E no mais... "Meu Pai veio de Aruanda e a minha Mãe é Iansã... Queira Deus, Oxalá! Gilberto Gil sabe bem das coisas... "Lavagem do Bonfim, quinta-feira..."

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Da flor no lodo - o que Danilo Gentili não sabe...




A homoafetividade é um tema que (2012, século XXI e "novas eras" à parte) ainda representa um corte. 

O assunto parece uma lâmina afiada na veia jugular dos brasileiros. Esta lâmina faz jorrar lentamente o sangue dos conceitos sobre a vida que se afirmam desde que o pau-brasil foi extraído pela primeira vez no interesse dos ibéricos cheios da fé católica anti-amor entre os iguais.

As telenovelas abordam, os telejornais listam conquistas, os teleguiados comentam - e todos vivemos hoje sob a bandeira da "tolerância" e da "diversidade" buscada como éden contemporâneo. 
Este é o quadro. 
E o fato é que esta lâmina brilhante e "colorida" que corta tudo continua sendo um problema na concepção de mundo e na ideia sobre a vida neste país em que os morros são "pacificados", os políticos cassados assumem cargos públicos e Salvador ainda não tem Metrô.

Recentemente, o jornalista Danilo Gentili mais uma vez fez piada sobre o tema, utilizando-se de uma estatística cruel acerca da morte de pessoas em função (de alguma forma) de sua condição sexual homoerótica.

O rapaz brincou, foi criticado, mas a bem da verdade, sua fala representa um extrato do pensamento corrente entre grande parte da população no Brasil. 

Todos dizem "aceitar" a presença dos gays, lésbicas, bi-sexuais e afins, mas a simples convivência com qualquer manifestação de afeto, carinho e/ou desejo entre pessoas de sexos iguais, sobretudo publicamente, ainda é "uma vergonha", deve ser restrita a "quatro paredes" e etc. 

Os transexuais e travestis, estes nem figuram no rol do respeito, a partir do olhar tosco e bruto direcionado para os personagens cujo gênero transcende a norma biológica.

A fala de Gentili é uma imanência semântica: traz para a zona do popular midiático aquilo que se escuta e fala nos corredores de escolas, nas mesas de bares, nas salas de jantar (em que as pessoas ainda estão preocupadas meramente em nascer e morrer) sobre os viados, bichas, baitolas, sapatas, roçonas e termos mais utilizados para depreciar a existência do afeto e amor entre seres humanos que nasceram com a genitália comum.

O jornalista "engraçado" fala do cu (com o perdão do termo) como ícone da questão. E é aí que reside o problema da sexualidade vista como algo fétido, obscuro e que deve ser escondida. O cu é o tema, não o amor.

Ser gay significa exatamente - nesta visão reducionista e parca - estar meramente submetido a esta parte do corpo, associada à sua contraparte fálica, que é o pênis. Este binômio está incorporado nas mentalidades e atua a partir do pensamento pobre daqueles que julgam o homoerotismo pelo olhar fisiológico e só.

Se somarmos a estas miradas sobre estes lugares corporais a genitália feminina (que se encontra com outra genitália feminina em relações deste gênero), está montado o sistema de representações do senso comum acerca da homoafetividade. 

Neste campo de significados, tudo se resumiria aos binômios em foco aqui. 
Tudo seria apenas encontro de genitais. 
Tudo seria mercado de moedas e fluidos corporais. 
Em fato, tudo é este conjunto de fluidos. E eles compõem, mas não são exclusivos de todo o restante humano.

O que Danilo Gentili não tem condições de entender - e nisso participa de uma população bem maior - é que carinho, afeto, amor e toda uma gama de sensações e sentimentos muito mais profundos podem emergir entre pessoas - sem definição de pólos sexuais. Que o diga, aliás, o ator José de Abreu, em recente declaração sobre "pan-sexualidade".

Brasil: o sexo não é corte; é ligação. Os corpos não são meros agentes de desejo.
Queiramos superar dualismos...
Mas aí, para isso,  será preciso fazer com que a brutalidade se converta em flor. 
E eu bem sei como isso é poético demais para Danilo Gentili e muitos outros seres que habitam este planeta Brasil.
Infelizmente, não tenho lá muitas esperanças... mas... quer saber? 
O mundo roda!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Eu não acredito em Deus



Um tanto quanto entediado destas "veleidades" intelectuais que se espraiam neste período de final/virada de ano, sobretudo com o tema Fé. Penso que é preciso entender o que é muito mais simples do que parece. 

Vários rituais cristãos, do Candomblé, do Judaísmo, etc foram frutos do que chamamos de hibridismo cultural, ou sincretismo (como prefiram). Me parece ingênuo - para ser delicado - o ataque que vejo surgir às pessoas por causa de sua fé. Os ateus convictos não se importam com a existência das crenças. A bem da verdade, a partícula a, nos sentido de negação, já pressupõe a abstenção no debate sobre o tema, pois o limite entre o agnosticismo (que em tradução mais literal significa "não conhecer") e o ateísmo é muito tênue. 

Os agnósticos me parecem mais coerentes com o mistério, haja vista que a própria reconstrução das origens da humanidade permanece - para a ciência histórica - da qual faço parte academicamente - na incógnita do que se chama Elo Perdido. Não sabemos ao certo qual espécie biológica originou o ramo sapiens... Não sabemos que fagulha, que chama, ou que gota em fato originou a evolução da coluna dorsal; o que realmente nos tornou seres do filo cordata e nos colocou na placenta em barrigas femininas do gênero primata. 

Mistério é, mesmo que esteja para ser desvendado - até onde se permite ir pela natureza ontológica própria do que é misterioso no caminhar da vida neste planeta. 

Enfim (e é o mais importante), todos possuem o direito de existir em suas verdades, sem ser consideradas "burras", como sugerem algumas laudas produzidas por pessoas sérias e algumas nem tanto... Esta agressividade não me parece saudável. 

Chega de raiva encapsulada como se fosse irreverência, sagacidade, "élan"  e inteligência estética/filosófica/acadêmica. 

Afinal, "quem é ateu e viu milagres como eu sabe que os deuses sem Deus não cessam de brotar..." como diz um dos meus referenciais, o senhor Caetano Veloso - um ateu declarado e fiel evidente. 

Eu, que não sou ateu, não acredito em Deus. 
Sei que esta realidade em forma de Ente é. 
E isto basta... mesmo para os ateus.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ela sou eu





Minha Voz vem daquilo que sempre em tempo e espaço aprendi com ela.
Para lembrar em definitivo de onde venho e para onde vai o meu canto.
Sou um artista da voz. E através do corpo, minha voz ecoa como dança do vento de Oyá e na doçura de Yá Oxum.
Gal Costa é até hoje o que mais expressa minha ligação com o cantar. Sua forma de emitir, seus movimentos labiais, seus vibratos, sua maneira peculiar de tratar as notas... 
Todos os novos cantantes neste país precisam ouvi-la... mesmo que para rejeitá-la.
Digo, sempre: Maria Bethânia me ensinou o caminho do palco. Gal Costa me ensinou a cantar.
E eu canto por que ela canta.
Em todos os sentidos: ela sou eu.
E é sempre...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Carlos Barros faz Show em Salvador, no Teatro Gamboa Nova!



Show Antes da próxima estação...
de volta a Salvador!
09 de dezembro de 2012
17 horas.
Teatro Gamboa Nova (Largo dos Aflitos)
Salvador
Ingressos: R$10,00
Confira!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Carlos Barros & A TRILHA em shows no Rio de Janeiro e Belo Horizonte!




O Show Antes da próxima estação... na estrada pelo Brasil!

Rio de Janeiro: 21 de setembro, na 
Diminuta Cafeteria Cultural (Tijuca)

Belo Horizonte: 22 de setembro, no 
Com Tato Bar Bistrô (Glória)
Ingressos populares.
Confira!

domingo, 8 de julho de 2012

Carlos Barros & A TRILHA no Xisto Bahia, em 20 de julho!


Tod@ mundo lá!
Carlos Barros & A TRILHA
Show Antes da próxima estação...
20 de julho, 20 horas
Espaço Xisto Bahia (Salvador)
Ingressos: R$20,00

Contatos:

55 71 9998 0319
55 71 8830 4504

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Lince Maior

Em mim. o Maior!
Minha Seta.
Meu Alvo.
Minha Voz O é!
Minhas mãos desenham em palcos no mundo o arco de suas certezas.
Meu corpo O tem!
...
Cabeça, tronco, membros e olhos do lince Maior que Ele é!
Ele e Eu
Uno.
Somente para lembrar: Oxóssi me é!
Babá Ori N'lá mi
Meu Pai!

Carinhosamente, para
Odalici Vilas (minha Yá, Mão-de-Cura e Sabedoria por cima do meu Ori - amor de sempre na minha Vida) Marlon Marcos (o irmão maior meu), Marcia Short (minha irmã de fé, do peito e da alma),
Deia Ribeiro (irmã maior de vida e caminhos),
Vércia Gonçalvez (minha irmã/filha/amor), Gal Costa (meu porto seguro do cantar), Maria Bethânia (pelos ensinamentos todos ao longo de meu estar no palco),
Maria Prado de Oliveira (transcendência de carinho, afeto e amor no tempo/espaço de antes mesmo de nós),
Célia Regina (Mãe, Mãe, Mãe), Márcia Cristina Silva Barros (mãe astral e artística), Cigarra Chan (não há fronteiras para nada que é do Amor), Tiganá Santana (irmão, força e beleza, beleza, beleza no Tempo) e, sobretudo (por necessidade do Karma Saturniano) para aqueles (poucos) que não me conhecem por que somente conseguem me ver só...

Minha aura é clara, como diz o meu grande na Terra: Gilberto Gil.

Por fim, mas não menos importante: dedico a
Caetano Veloso, que, entre tantas outras sincronicidades personalistícas que encontro entre nós, também é regido pela força de
Odé/Oxóssi/Inlé!

Eu sou filho de Ana Barros! Iansã nos guia!

Okê Arô!

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